Só que mora em casa acha que a viver em prédio é viver em comunidade. Mas não é meeeesmo.
Eu conheci a louca que mora no apartamento de baixo minha vizinha num domingo, quando ela ligou para reclamar do barulho. Detalhe: eram 2 da tarde e o pessoal tava jogando baralho!
Alguns meses depois, encontramos com ela na garagem. Para a nossa alegria, ela também é a nossa vizinha de vaga (divagação necessária: naquela semana, minha mãe tinha “acidentalmente” ralado o carro no estacionamento do trabalho). Aí, a vizinha fala:
- Oi, eu tô para falar há um tempo com vocês… Eu vi que o seu carro tá ralado e eu acho que o seu filho tá batendo a sua porta no meu carro quando sai…
Minha mãe, emputecida (porque mexeu com o Léo, mexeu com ela):
- Olha, eu que ralei o carro e nem foi aqui. E ninguém tá batendo a porta no seu carro, a gente tem noção.
O pior é que é verdade. Mas a vizinha não ficou muito convencida, não. Uns quinze dias depois, encontramos isso quando fomos sair de casa:

À esquerda, o carro dela. À direita, o nosso. No meio, o recadinho.
Sim, ela COLOCOU UM PAPELÃO NA PORTA DO CARRO. Um recado supersutil. Agora, a gente não sabe o que faz (além de rir todos os dias disso aí):
a) escrevemos um recado meigo no papelão (tipo: “bom dia, vizinha!”)
b) colocamos um papelão no nosso carro, só pra copiar a tendência
c) cobrimos o carro dela inteiro com papelão, só para ajudar a proteger
Outras sugestões são bem-vindas. Ah! E o papelão dela não tem NENHUMA marca feita pela nossa porta. Quem quiser checar, é só aparecer por aqui.